O Cemitério - Stephen King






📚 𝗦𝗶𝗻𝗼𝗽𝘀𝗲: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa.
Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.
A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar. Que mistérios esconde o cemitério dos bichos? Terá o homem o direito de interferir no mundo dos mortos?
Em busca das respostas, Louis Creed é levado por uma trama sobrenatural em que o limite entre a vida e a morte é inexistente. E, quando descobre a verdade, percebe que ela é muito pior que seus mais terríveis pesadelos. Pior que a própria morte - e infinitamente mais poderosa.




Outro dia eu mencionei por aqui como me sinto incapaz de resenhar qualquer que seja a obra de Stephen King, então posso dizer que tudo que eu disse aqui não chegará aos pés do que a história de Louis Creed e sua família é.

Às vezes, a morte é melhor. 

Sabe aquele enredo de família que busca novos horizontes começando do zero em uma nova cidade, novo emprego e nova casa?! Pois bem, é o que vamos encontrar aqui, mas diferente do que estamos habituados nas premissas de terror aqui não temos problema algum com a nova casa, o problema esta em torno dela, mais precisamente no "semitério" de animais de seu bosque.

Louis Creed, jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. Uma casa boa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos. Num dos primeiros passeios para explorar a região, conhece um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras…

Uma grande característica do enredo é a sensação de que mesmo tudo estando bem, algo muito ruim está prestes a acontecer e isso faz com que o leitor prenda a respiração a cada virada de página e a premissa desse livro é a morte. A morte em todas as suas características, seja ela vinda de forma brutal, por doença degenerativa, ou aquela simples, que vem com a idade e que todos esperam. E nada causa mais apreensão no ser humano do que esse assunto, então você imagina o horror que as cenas despertam em reles leitor como eu.


Cada um dos personagens apresentados em O Cemitério são cativantes, não encontramos se quer um que não nos desperte imediata empatia. A esposa do nosso protagonista causa pena. Rachel é uma mulher totalmente instável quando o assunto é morte, seus filhos são adoráveis, como toda criança tende a ser e Louis, aparentemente é o mais racional. Não posso deixar de enaltecer a criação do vizinho Jud Crandall, que além de ter se tornado um grande amigo da família Creed é ele quem nos apresenta os segredos de mais esse pedacinho da já famosa cidade de Maine. Personagens prontos para tirar sorrisos e lágrimas de cada leitor.

Diferente do que imaginei, o livro não é sobre zumbis, ele é sobre o luto e suas nuances. Sobre responsabilidades diante das nossas ações, seja qual for as intenções dela. De maneira brilhante o autor nos envolve e nos transporta para dentro da história que por incrível que pareça vem de uma narrativa repleta de spoilers sobre o que vai acontecer. E é justamente por saber o que está por vir que não largamos o livro e ficamos afoitos pelas próximas páginas.

— O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode... E cuida do que plantou.

Ainda que sem muitas surpresas ou suspense, Stephen King conseguiu me tirar o sono e me fazer ter calafrios ao ver um gato. Sem dizer que essa história revelou uma obscuridade por traz de questões que tinha como certa suas respostas, como por exemplo o que faria se tivesse o poder de trazer de volta a vida um ente querido, mesmo que não valesse tão a pena?!


Trazendo um humor ácido, uma trama um tanto quanto banal nesse gênero literário, O Cemitério é transpassado com o sobrenatural, brincando com o nosso medo da morte e nos fazendo questionar coisas que realmente não queremos saber a resposta. Uma história assustadora e com um final perturbador, capaz de inquietar qualquer coração.


“A morte é a morte. O que mais se pode fazer?”

Em 1989 o livro ganhou sua primeira adaptação cinematográfica e agora, exatamente 30 anos depois o novo filme chegou as telonas, para levar os fãs a loucura.  Em breve venho comparado os dois filmes e o que mais queremos saber, são fiéis ao livro?
Então corre para ler e descobrirmos isso juntos, por enquanto ficamos apenas com a comparação de Winston Churchillc, o querido (ou não tão querido assim) gato da família Creed.


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