Quem foi...


Pensando nos nomes que faria algum especial nesse mês das mulheres remeti a minha adolescência, cerca de lá 15 anos atrás, e me lembrei do nome da biblioteca da minha escola: Cora Coralina.
Devo dizer que apesar de ter nascido no berço de leitora foi só no colegial que aprofundei esse gosto que herdei da minha mãe.
Me lembro de passar em frente a biblioteca e gostar da simpatia da imagem impressa de Cora Colina com a frase "feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina", escrita logo a baixo de um rosto envelhecido e sorridente. Passado alguns anos eu tive a oportunidade de trabalhar nessa mesma biblioteca e hoje eu sou quem sou por isso. Mas chega de nostalgia e vamos ao que interessa, quem foi Cora Coralina?


Nascida em Goiás em 20 de agosto de1889, Ana Lins dos Guimarães Peixoto cursou somente até terceira série e só teve o sonho de um livro publicado realizado aos 75 anos,  "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais" lhe rendeu a cadeira nº 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás em 1970
Cora Coralina foi uma poetisa e contista brasileira, descrevendo com simplicidade as coisas simples da vida  onde durante a maior parte ela foi doceira , enquanto tinha suas cronicas e contos publicados em jornais do estado.

Em 1922 chegou a ser convidada a participar da semana de arte moderna, mas foi impedida pelo marido e só voltou a trabalhar quando ficou viúva, passando a vender livros para um editor, surgindo assim seu amor pelo meio literário.

O diamante goiano, como era chamado por Carlos Drummond de Andrade, faleceu aos 96 anos, por causa de complicações da pneumonia e deixou um legado de poemas atemporais, para um geração sedenta de mais doceiras como ela.

É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.


Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

6 comentários:

  1. Quanta gratidão por este post, Cora Carolina é tão incrível, e eu nem sabia da sua história! Sempre gostei das poesias de Cora, mas nunca havia pesquisado sobre, estou encantada.

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  2. Oi Cams! Que post mais fofinho. Li muita Cora quando criança, naqueles livros de escola, e criei sim um carinho muito grande por ela, porque muito de meus pensamentos de formação foram alimentados por suas palavras. Amei o post!

    Bjoxx ~ Aline ~ www.stalker-literaria.com ♥

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  3. eu gosto muito da Cora, eu li ela quando era bem nova, mas até hoje tenho ótimas lembranças das poesias dela! Adorei esse post, ótima escolha!!

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  4. Oi Camila.

    Que post maravilhoso!
    Confesso que sabia muito pouco da escritora e não li praticamente nada dela. Mas vou mudar isso especialmente as poesias que ela escreveu. Parabéns pelo post.

    Bjos
    https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

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  5. Não conhecia sobre a escritora e que trajetória, hein? Muito triste em saber que ela foi proibida de trabalhar pelo marido :( isso só mostra como as coisas eram antigamente e se não lutarmos por isso, será assim sempre.

    Lindo post, parabéns! Beijos,
    Blog PS Amo Leitura

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  6. Olá, tudo bem? Estou adorando esses post seus em que conhecemos um pouco mais várias pessoas. Que trajetória de vida a autora teve <3 Adoro quando os autores tornam assuntos simples uma obra de arte <3 Amei saber mais sobre ela!
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com

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