A Pequena Caixa de Gwendy - Stephen King


A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada... até agora.
Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.
Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

[…] porque as pessoas são curiosas. Quando veem uma alavanca, querem puxá-la. E quando veem um botão, querem apertá-lo.

Definitivamente esse ano foi dele, Stephen King. Eu li quatro livros do autor, inclusive um entrou para os melhores do ano, e simplesmente amei cada um deles e agora sei o motivo de tamanha fama que esse nome carrega. Para fechar 2018 me aventurei a está obra escrita a quatro mãos e o que encontrei foi um livro totalmente diferente dos que li anteriormente.


Usando um conhecido cenário, a nova novela de Stephen King, contará a trajetória da pequena Gwendy Peterson, uma garotinha de doze anos que vê sua vida mudar depois que um homem lhe dá uma caixa com misteriosos botões e duas pequenas alavancas. A principio sabemos que o botão vermelho realiza os desejos da "guardiã" da caixa, assim como uma alavanca abre uma prateleirinha com um pequeno e mágico chocolate e a outra libera uma moeda de prata, os demais botões representam um continente especifico, com exceção do cancerígeno botão preto que representa o mundo todo e acioná-lo pode significar o fim de tudo e esse poder está nas mãos de uma menina.

É maluquice. Só que o mundo é maluco. Basta assistir ao noticiário para saber. 

Nessa ficção colaborativa que conta com Richard Chizmar, King nos traz uma trama simples e objetiva, mas sem perder aquela escrita hipnotizante tão característica de suas obras. Com pouco mais de cem páginas os capítulos são curtos e a narrativa vai sendo tecida rapidamente e mostrando o amadurecimento da protagonista nos dez anos seguintes em que ficou responsável pela pequena caixa de botões que supostamente possui poderes especiais.



Uma escrita cheia de emoções sobre a despretensiosa infância e a angustiante adolescência, que reflete as responsabilidades que temos quando somos agraciados de grandes poderes. Mas o que mais chama atenção nessa trama é que tudo são suposições, tudo é feito de "talvez" e ainda assim consegue mexer com a mente do leitor, nos fazendo acreditar que realmente a caixa tem poderes sobrenaturais.

Dá para usar o se pra um monte de coisa até enlouquecer, minha garota.

Uma novela onde o foco está em uma caixa, onde o tudo e o nada pode vir de uma caixa e é exatamente por isso que achei o livro magnifico, ainda que modesto diante das demais obras do grande mestre do terror. Um suspense morno que me manteve absorta em suas poucas páginas, fazendo que a leitura se concretizasse em duas horas.

Não se tem muito o que falar sobre o enredo, mas a edição, essa sim dá pano pra manga tamanho o capricho. Uma edição de luxo, capa dura, folhas grossas e uma diagramação impecável. Sem contar o show de ilustrações, começando pela capa, que descreve com perfeição o antagonista e a ambientação do livro, realmente um conjunto de elementos maravilhoso.


A colaboração dessa novela é genuína, uma vez que o próprio king declarou ter inventado o conceito da história, mas não descobriu como terminá-la e passou para o amigo que transformou a prosa em algo sólido, imperceptível de saber quem escreveu o que.
Enfim, é uma obra de menor qualidade se levado em conta o idealizador dela, mas ainda sim é uma leitura magnifica e extremamente hipnotizante.

7 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Caramba, preciso dar um jeito de ler logo esse livro, pois estou vendo os leitores falando super bem da estória. Adorei tua resenha, minha curiosidade só aumentou!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  2. Que edição maravilhosa. Fiquei curiosa com o desenvolvimento do enredo e mesmo esse não sendo um gênero que eu tenha muita intimidade, quero fazer a leitura o mais rápido possível.
    Beijos

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  3. Oi camila não li nada do King este ano, fiquei apenas na vontade mesmo. Este eu não conhecia, e que interessante ele ter pedido para outro finalizar.
    Bjs, Rose

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  4. Que edição linda mesmo! Como eu ainda não conhecia o livro? Em 2019 quero ler mais livros do King, me recuso a ter lido só dois dele. :(
    Adorei sua resenha e já vou colocar na minha TBR de 2019.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  5. Oi, Camila! Tudo bem?
    Eu nunca li nada do King e confesso que nunca tive muita curiosidade. Primeiro, porque a maioria dos livros dele são de terror e é um gênero que não leio de jeito nenhum. E segundo que sempre tive a impressão de que as obras dele são muito descritivas e isso me desanima um pouco.
    No entanto, eu não conhecia esse livro ainda e achei a premissa interessante. Mesmo que você tenha achado ele inferior a outros livros que leu do autor, esse foi o que despertou mais a minha curiosidade. Além disso, a edição parece estar realmente linda.
    Adorei sua resenha!
    Beijos!

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  6. Oi Camila! Ainda não li nenhum livro do King, sei que a maioria dos seus livros são de terror e isso me afasta um pouco da sua obra. Mas não faltam elogios a seu respeito. A Caixa de Gwendy parece ser uma leitura bastante interessante e fiquei curiosa com o resultado devido ao fato dela ter 2 autores.
    Beijos

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  7. Oi, Cá.
    Morro de vontade de ler os livros do King, mas nunca sei por onde começar...
    Agora que li sua resenha dessa história, acho que posso arriscar e começar por essa história, que é mais curta e ótima para um "test-drive"! Rs...
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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